lembrancinha-mãe

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sábado, 17 de outubro de 2009

POESIAS

Como trabalhar com poesia?

• Brincar com as palavras(achar uma palavra dentro da outra)
• Reconhecer palavras que rimam
• Criar rimas
• Fazer acrósticos
• Trabalhar também o desenho (ilustrar um poema)
• Formar palavras substituindo vogais
• Explorar a diferença entre canção e poema
• Trabalhar noções do real e imaginário
• Colocar poema na ordem correta
• Montar acróstico
• Ordenação de versos
• Escrita de texto lacunado
• Criação de poema

O que a poesia nos dá?

• Ajuda a romper modos convencionais de percepção ejulgamento.
• Faz com que vejamos o mundo e as pessoas com novosolhos ou descubramos novos aspectos deles.
• Pode dar-nos uma consciência mais ampla dos nossossentimentos profundos.
• Possibilita o exercício de reconhecer-se no outro --elemento fundamental da arte.
• Discernimento do limite entre realidade e criação.
• Multiplicidade de gêneros poéticos (e textuais) -- poesiaconcreta, soneto, haicai, poema musical etc.

Assim Assado, de Eva Furnari. São Paulo, Moderna, 1991.Ilustrações da autora.Este livro da Eva Furnari faz parte de uma coleção quetraz como recurso central o jogo de palavras, cujo elementoconstitutivo é a quebra de expectativa. Como se vê nasquadrinhas abaixo:

Era uma vez...
Um elefante delicado,
Levou uma bronca
Ficou emburrado.
Era uma vez...
Uma velha coroca
Foi pro jardim,
Conversar com minhoca.
O mesmo tipo de recurso aparece em Você troca?, agoranos tercetos:
Você troca
Um mamão bichado
Por um bichão mimado?

Por serem breves, apoiados em rimas que facilitam amemorização, os livros de Furnari são indicados para criançasem fase de alfabetização.EDITORA MODERNAhttp://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/ef1/buriti/fazendo/dicas/artigos/poesia_buriti.pdf



OBJETIVOS


Conhecer a estrutura de uma poesia;
Relacionar a poesia ao som ás rimas e á repetição de palavras;
Proporcionar aos alunos o contato com as obras de diversos poetas brasileiros;
Produzir poemas ;
DESENVOLVIMENTO

Leitura
Poesias
Poemas
Pesquisas
Produção de poesias
Rimas
Origami , dobraduras
Sarau de poesia
Confecção de livro de poesias
CULMINANCIA

Apresentação dos livros de poesia
Os alunos recitarão as poesias que mais gostaram
Exposição das poesias em forma de um sarau


Vinícius de Moraes

ARCA DE NOÉ


Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca
Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.
Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terra
Para plantar minhas vinhas!"
E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança.
Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigas
De fora a cabeça botam.
Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.
A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.
Vai! Não vai! Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.
Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pelo
Pela terra prometida.
"Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
"Também sou filho de Deus!"
Um protesta; e o tigre — "Não!"
Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.
Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista
Na serra o arco-íris se esvai . . .
E . . . desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória
Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.


A PORTA

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de sopetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa . . .)
Que se uma pessoa é burraÉ burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!

A FOCA

Quer ver a foca
Ficar feliz?É por uma bola
No seu nariz.
Quer ver a foca
Bater palminha?É dar a ela
Uma sardinha.
Quer ver a foca
Fazer uma briga?É espetar ela
Bem na barriga

O PATO

Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
La vem o Pato
Para ver o que é que há.
O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela

A CASA

Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número ZeroEra uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero


AS BORBOLETAS

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas
Borboletas brancas
São alegres e francas.
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!

OS GIRASSOIS

Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel.
O girassol é o carrossel das abelhas.
Pretas e vermelhas
Ali ficam elas
Brincando, fedelhas
Nas pétalas amarelas.
— Vamos brincar de carrossel, pessoal?
— "Roda, roda, carrossel
Roda, roda, rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor"
— Marimbondo não pode ir que é bicho mau!
— Besouro é muito pesado!
— Borboleta tem que fingir de borboleta na
entrada!
— Dona Cigarra fica tocando seu realejo!
— "Roda, roda, carrossel
Gira, gira, girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol".
E o girassol vai girando dia afora . . .
O girassol é o carrossel das abelhasSempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel.
O girassol é o carrossel das abelhas.
Pretas e vermelhas
Ali ficam elas
Brincando, fedelhas
Nas pétalas amarelas.
— Vamos brincar de carrossel, pessoal?
— "Roda, roda, carrossel
Roda, roda, rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor"
— Marimbondo não pode ir que é bicho mau!
— Besouro é muito pesado!
— Borboleta tem que fingir de borboleta na
entrada!
— Dona Cigarra fica tocando seu realejo!
— "Roda, roda, carrossel
Gira, gira, girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol".
E o girassol vai girando dia afora . . .
O girassol é o carrossel das abelhas




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