lembrancinha-mãe

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PORTUGUÊS 4ºANO

TEXTO: A HERANÇA DA CRIANÇA

Vejam o que o homem deixará para nós: uma bola.

Mas a bola está velha, está suja,

Está murchando, está morrendo.

Ele a fez com concreto e cimento.

Sem amor, sem sentimento.

A bola está perdida num espaço sem fim.

Sem rumo ou destino.

Teremos que

limpá-la

renová-la

revivê-la.

Teremos de enchê-la de novo

Não com concreto e cimento.

Mas com amor e sentimento.

Daremos a ela um novo rumo e um novo destino.

A bola será o brinquedo de todas as pessoas.

Homens, mulheres, velhos e crianças.

Faremos isso ou então:

A herança deixada por nós

Será um grande vazio na escuridão.



Paulo César de Oliveira


Responda de acordo com o poema:

1-– O que o homem deixará para nós?

_________¬___________________________________________________________________________

2 – De que ela foi construída?

_________¬___________________________________________________________________________

3 – O que representa esta bola de que fala o poema?

_________¬___________________________________________________________________________

4 – Como “ela” está?

_________¬___________________________________________________________________________

5 – Para quem ela servirá, então?

_________¬___________________________________________________________________________

6 – Você acha certo o que nós os humanos estamos fazendo com o planeta?

_________¬___________________________________________________________________________

7 – O que teremos que fazer para mudar esta situação?

_________¬___________________________________________________________________________

8 – Desenhe a bola do poema usando as cores que acha que ela tem hoje.


NASCE O HERÓI


Numa manhã de sol do dia 26 de setembro do ano de mil novecentos e não sei quanto, nasceu em Bengala, na Índia, um lindo elefantezinho. Era bebê gorducho e lustroso, muito engraçadinho.

O velho Crocodilo sem dentes que morava na lagoa viu o recém-nascido e disse baixinho: “Que petisco gostoso para o meu jantar”... E ficou lambendo os beiços. A Naja, que é uma cobra muito venenosa, olhou para a barriga roliça do elefantezinho e disse: “Que carninha macia para uma mordida!” E botou para fora a sua língua de forquilha.

Todos os bichos da mata vieram olhar o elefante que acabava de nascer. Chegavam com presentes.

O tigre trouxe a sua Ferocidade. Mas os pais do elefantezinho disseram:

- Obrigado, compadre Tigre, mas não aceitamos o seu presente. Queremos que nosso filhinho seja manso e bom.

O Tigre foi embora, furioso da vida.

O Leopardo veio e ofereceu a sua Agilidade.

- Muito obrigado, compadre Leopardo – disseram os pais da criança – Não aceitamos o seu presente. Queremos que o nosso presente seja pesado mesmo como os de sua raça.

O Leopardo foi embora resmungando.

O Macaco trouxe as suas Graçolas. Mas o casal de elefantes lhe disse:

- Nós lhe agradecemos muito o presente, compadre Macaco. Mas não aceitamos. Queremos que o nosso menino seja sério e comportado.

O Macaco saiu, soltando gostosas gargalhadas.

O Rinoceronte trouxe como presente a sua Força Cega.

Os pais do elefantezinho recusaram o mimo, porque queriam que a criança fosse calma e tivesse olhos que tudo enxergam.

Veio a Ovelha e trouxe a sua Lã.

- Obrigado, comadre Ovelha, mas não aceitamos o seu presente, porque nosso filho deve ser pelado com os de sua raça.

A Ovelha foi embora dando pinotes de raiva.

Veio a Hiena com sua Traição.

- É um presente horrível – disseram os pais do recém-nascido. – Leve-o de volta. Nós queremos que o nosso rapaz seja um bom amigo.

A Hiena saiu bufando de ódio.

O Crocodilo trouxe a sua velha Sabedoria.

- Obrigado, compadre Crocodilo – disseram os pais do menino.

- A Sabedoria dos Elefantes é tão velha como a dos Crocodilos. E, depois, o senhor sabe muita história feia, muita história má...

O Crocodilo saiu, sacudindo o rabo de tão brabo.

O Lobo trouxe a sua Desconfiança.

- Não aceitamos a sua Desconfiança, compadre Lobo – disseram os pais do recém-nascido. – Queremos que nosso filho tenha fé: nunca desconfie dos bichos, nem dos homens.

A Cobra trouxe o seu Veneno. Os pais do menino gritaram:

- Vá embora, já, já! Nosso filho não terá veneno nem no corpo, nem na alma, nem nos dentes e nem na tromba.

Quando todos os bichos se retiraram, pai Elefante olhou para a mulher e lhe disse:

- Nosso filho há de ser um elefante como eu, como tu, como nossos pais, como nossos avós, como os avós de nossos bisavós.

Depois ficaram sem dizer nada, abraçaram-se e começaram a chorar de alegria.



Érico Veríssimo – A vida do Elefante Basílio


1 – Responda:

) Qual é o título do texto?

b) Quem é o autor do texto e de onde este foi retirado?


2 – Observe alguns presentes oferecidos pelos bichos que foram visitar o pequeno elefante. A seguir, associe corretamente o significado de cada presente àquilo que ele expressa:


1 – ferocidade ( ) Qualidade de quem ou do que é ágil, ligeiro, rápido.

2 – graçolas ( ) Falta de confiança, suspeita.

3 – desconfiança ( ) Qualidade de quem ou do que é feroz, selvagem, cruel.

4 – sabedoria ( ) Gracejos, brincadeiras.

5 – agilidade ( ) Propensão a encontrar mal em tudo, maldade.

6 – traição ( ) Grande quantidade de conhecimentos, saber.

7 – malícia ( ) Ação ou efeito de trair, deslealdade.


3 – Complete com duas palavras da mesma família:


a) envenenado _________________________ - _________________________

b) malicioso ___________________________ - _________________________

c) sabedoria __________________________ - __________________________

d) trair _______________________________ - __________________________


4 – Associe os animais que foram visitar o elefantezinho aos presentes que trouxeram:

1 – Tigre ( ) Lã

2 – Leopardo ( ) Velha Sabedoria

3 – Maçado ( ) Traição

4 – Rinoceronte ( ) Ferocidade

5 – Ovelha ( ) Malícia

6 – Hiena ( ) Desconfiança

7 – Crocodilo ( ) Veneno

8 – Lobo ( ) Força Cega

9 – Urso ( ) Agilidade

10 – Cobra ( ) Graçolas

5– O texto “NASCE O HERÓI” pode ser dividido em três partes. Escreva um título para cada uma delas:


1ª Parte: O elefantezinho nasce e é observado por alguns olhares perigosos.


2ª Parte: Os animais da mata vêm visitá-lo e presenteá-lo.

3ªParte: A família, sozinha, sente-se feliz.

6 – Releia o trecho do texto e responda às perguntas:

“O velho Crocodilo sem dentes que morava na lagoa viu o recém-nascido e disse baixinho: “Que petisco gostoso para o meu jantar” ... E ficou lambendo os beiços”.

a) O Crocodilo poderia atacar e devorar o recém-nascido. Por quê?

b) O que lhe restou fazer?


7 – Assinale a alternativa correta:

a) O Crocodilo e a Cobra foram visitar o elefantezinho e levar-lhe um presente. Essa atitude revela:

( ) Uma amizade sincera e o desejo de homenagear o recém-nascido.

( ) Uma grande falsidade, pois na verdade suas intenções eram de devorá-lo e mordê-lo.


b) No texto, os nomes dos animais e seus presentes aparecem escritos com letra maiúscula porque:

( ) São nomes de animais.

( ) Cada animal representa todos os animais de sua espécie; e cada presente que ele dá é uma característica não só dele, mas de toda sua espécie.



c) Os pais do elefantezinho recusaram os presentes dos animais da floresta porque:

( ) Os presentes representavam características que não eram próprias dos elefantes e eles queriam que o filho fosse igual a todos os elefantes.

( ) Haviam brigado com esses animais e não gostavam de presentes.

8- Ao recusar cada presente, os pais do elefante diziam como eles queriam que o filho fosse. Escreva as características que os pais desejavam encontrar no filho.

9 – Ordene as palavras e expressões de modo a formar 5 frases que destaquem as ações praticadas pelos personagens:


O REIZINHO MANDÃO

Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.

Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha rei, daqueles que tem nas histórias. Da barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o que ele fazia era para o bem do povo.

Vai que este rei morreu porque estava muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam penando que são os donos do mundo.

Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras. Querem que a gente faça tudo o que eles gostam... Quando a gente quer brincar de outra coisa ficam logo zangados. Vão logo dizendo: “Não brinco mais!” E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam roxinhos, esperneiam e tudo. Então as mães ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.

Então como eu estava contando, o tal príncipe ficou sendo rei daquele país. Precisava ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão que queria mandar em tudo o que acontecia no reino.

Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!

A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as mais absurdas do mundo. Olhem só esta lei: “Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de lua cheia!” Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém jamais vai saber.

Outra lei que ele fez: É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês.

Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia. Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.

Ruth Rocha

ATIVIDADES

1 – Consulte no dicionário e escreva o significado das seguintes palavras:


a) esperneiam b) implicante c) impressão d) mimado e) tolices

2 – Responda as perguntas abaixo de acordo com o texto:

a) Como era o pai do reizinho mandão?


b) Por que o rei morreu?

c) Como era o príncipe?


d) O que as crianças mimadas fazem quando suas mães vêm ver o que aconteceu com elas?


e) Qual era a diversão do reizinho?


f) Quais foram as leis absurdas que o reizinho fez?


3 – Marque um (x) nas frases que estão de acordo com o texto:

a) ( ) O reizinho tinha mania de querer mandar em tudo.

b) ( ) O príncipe era velho e usava uma capa vermelha.

c) ( ) Algumas crianças têm mania de querer mandar nas brincadeiras.

d) ( ) O reizinho não gostava de ser mandão.


4 – Enumere as frases na ordem dos acontecimentos do texto:

a) ( ) A diversão do reizinho era fazer leis.

b) ( ) O príncipe passou a ser rei.

c) ( ) O reizinho queria mandar até no dedão das pessoas.

d) ( ) O rei morreu porque era muito velhinho.



5 – Escreva uma frase resumindo o assunto do texto.


6 – Reescreva as frases substituindo as palavras sublinhadas por outra do mesmo sentido:

a) O povo fica irritado quando as leis não são cumpridas.


b) O reizinho mandão era muito agradado pelos pais e acabou ficando uma pessoa mimada, intrometida.

c) Matheus deitou e agitou as pernas quando seus amigos não quiseram brincar do que ele queria.


a) O cão pegou o ladrão.


b) Os alunos comeram frutas no recreio.

c) A criança escova os dentes após as refeições.


A ESCOLA DE TRISTELÃNDIA


Tristelândia era uma cidade triste. O prefeito chamava-se Zé Amargura e passava o dia inteiro vigiando as pessoas para não deixá-las sorrir.

Sua maior amiga, a professora da Escola Pública, chamava-se Maria das Lágrimas. Era a professora certa para Tristelândia. Sabia de tudo sobre tempestade, enchentes, vendavais, terremotos, furacões, guerras, doenças e fome. Uma catástrofe ambulante.

Lucinha das Dores era sua aluna mais adiantada. Não que fosse inteligente, aplicada. Mas porque nas provas chorava melhor que as colegas.

Tristelândia de tão triste ficava afastada das outras cidades. Ninguém ia lá, ninguém saía de lá. Uma única vez uma moradora de Tristelândia foi ate a cidade mais próxima: Felizlândia. Foi a professora Maria das Lágrimas.

Zulmira Alegria, a professora de Felizlândia, havia sofrido um acesso de riso e não conseguiu dar as provas finais para seus alunos, os alunos da Escola da Felicidade. O governador então pediu a Maria das Lágrimas para ir até Felizlândia. Maria foi, deu bomba na turma quase toda e voltou mais triste ainda.

- Um absurdo! – disse mais tarde. – Os alunos da Escola da Felicidade não sabem chorar! – E continuou, chorando:

- Felizlândia é uma cidade que sorri. O prefeito brinca de roda com as crianças, os passarinhos comem alpiste na mão dos meninos. Os cachorros não brigam com os gatos. Um absurdo!



Henri Correia de Araújo. Dr. Gargalhada, o distribuidor de sorrisos.


VOCABULÁRIO

Absurdo: contrário do normal, anormal

Acesso: 1. reação do corpo que não se consegue controlar.

2. ingresso, passagem, entrada.

Alpiste: grão que serve de alimento aos pássaros.

Ambulante: andarilho, que não pára em lugar algum.

Catástrofe: acontecimento de conseqüências terríveis.

Catástrofe ambulante: pessoa que propaga (espalha) desgraças.

Enchentes: inundações.

Terremotos: abalos de terra.

Vendavais: ventos fortes que indicam tempestade.

Vigiando: cuidando, observando com atenção.





AMPLIANDO AS IDÉIAS


1 – Complete as frases com as palavras do quadro:


a) O trabalho do vendedor ________________________ é bater de casa em casa e oferecer os seus produtos.

b) Os passarinhos gostam muito de ________________________.

c) A função do guarda-noturno é ficar ________________________ as casas.

d) O _______________________ do Paraná viajou ao Japão.


2– Associe o elemento da natureza ao fenômeno correspondente:


Chuva vendaval

Vento enchente

Terra furacão

terremoto


3 – Faça o que se pede:

a) Observe as frases a seguir:

- Zulmira Alegria, a professora de Felizlândia, havia sofrido um acesso de riso.

- Aquela porta dá acesso aos arquivos da escola.



b) Agora responda:

- Qual o significado de acesso na primeira frase?

- Qual o significado de acesso na segunda frase?



c) Sublinhe as opções que apresentam tipos de acesso que o seu corpo já teve:

ACESSO DE RISO ACESSO DE CHORO ACESSO DE TOSSE


ACESSO DE RAIVA ACESSO DE ESPIRROS

d) Crie uma frase com o segundo significado da palavra acesso.


4– Leia a frase, depois faça o que se pede:


Maria foi, deu bomba na turma e voltou mais triste ainda.

A) Explique a expressão “deu bomba na turma”.


b) Reescreva a frase, substituindo a expressão por suas próprias palavras.

5 – Complete as frases abaixo com o sinônimo das palavras entre parênteses. Se necessário, consulte o dicionário:


a) Tristelândia era uma cidade _______________________ (triste).

b) A professora Maria das Lágrimas era uma ____________________________

(catástrofe ambulante)


c) Tristelândia de tão triste ficava _______________________ das outras cidades. (afastada)

d) Os alunos da Escola da Felicidade não sabem ________________________

(chorar).
e) Os cachorros não ______________________ com os gatos. (brigam)


f) Isso é _______________________. (absurdo)

6 – Observe e leia o que os nomes em destaque indicam. Depois, faça o que se pede:


Tristelândia – terra da tristeza

Felizlândia – terra da felicidade

Disneylândia – terra da Disney



Você notou que a terminação lândia pode indicar terra.

a) Agora, escreva nomes para a terra:

- dos brinquedos: _______________________________

- do cinema: ___________________________________

- dos patos: ____________________________________


Patópolis – cidade dos patos

Petrópolis – cidade do Pedro

Carlópolis – cidade de Carlos


Você notou que a terminação polis indica cidade.

b) Escreva o que os nomes abaixo indicam:

- Florianópolis: _____________________________

- Teresópolis: ______________________________

- Indianópolis: ______________________________


7 – Escreva o nome dos personagens, que moram em Tristelândia, ao lado de sua ocupação:


Prefeito: _______________________________________

Professora: _____________________________________

Estudante: ______________________________________


8 – Cada morador de Tristelândia agia de maneira a tornar a cidade mais triste. Nesse sentido, o que fazia:

a) Zé Amargura? __________________________________________________

b) Maria das Lágrimas? _____________________________________________


9 – Responda de acordo com o texto:

a) Que tipo de aluno era considerado adiantado em Tristelândia?

b) Por que Zulmira Alegria não conseguiu dar as provas finais para seus alunos?

c) O que Maria das Lágrimas considerou ser um absurdo na Escola da Felicidade?

10 – Cada nome das pessoas de Tristelândia lembra tristeza; e de Felizlândia lembra felicidade. Crie nomes de moradores para cada uma das cidades abaixo:


Brigalândia: _________________________________________________________

Amigolândia: ________________________________________________________



11 – Leia a frase e depois, responda usando sua imaginação:


Lucinha das Dores era a aluna mais adiantada de Tristelândia. Não que fosse inteligente, aplicada. Mas porque nas provas chorava mais que as colegas.

a) Dessa forma, como se chamaria, como seria e o que faria o aluno mais adiantado de Brigalândia?

 E o de Amigolândia?


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